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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Diário de Bordo capítulo extra: A Loja


Era uma loja qualquer no meio de um monte de lojas de qualquer cidade turística. Mas havia algo de diferente nela. o time dogão Eu, Mateus e Oto sim esse é o nome dele e eu não faço ideia se escreve assim mesmo resolvemos entrar e dar uma olhada naquela loja que ninguém entrava. Como quem explora uma caverna ou algo do tipo, íamos em passos lentos e cuidadosos enquanto os olhos iam se acostumando com o ambiente. Logo identificamos o lugar: era uma loja especializada em cultura oriental. Nos deparamos com dragões, sapos, aves e outros bichos esculpidos em madeira que dava vontade de pegar e sair correndo de lindos que eram que não pareciam bichos, havia algo a mais. Eu me perguntava se era só impressão minha ou se meus amigos estavam com a mesma sensação. Bastava olhar as expressões deles pra perceber que estávamos na mesma vibe. Logo percebemos que uma das vendedoras nos acompanhava com um suave e muito baixo "boa noite" e oferecendo a característica dos vendedores. Mas até nela percebi que havia algo incomum à maioria dos vendedores, mas continuei andando e não estávamos mais andando numa loja, era um outro mundo. Não lembrava de onde vinha nem porque entramos ali. O lugar turístico com um monte de gente andando pra lá e pra cá ficou perdido em algum lugar no universo. O fato agora é que a cada figura vista (onde tinham os nomes e o que representavam) era objeto de reflexão e viagem mental. A loja ia esticando e esticando fazendo com que o fim se distanciasse à medida que andávamos. Mas a pressa não existia, muito pelo contrário, eu queria era que esticasse mesmo, queria continuar ali andando e olhando, e lendo... Pra minha tristeza ou não, chegamos ao fim e belos quadros e cascatas esperavam para ser registrados pelos nossos sempre atentos olhos. Entre tantas coisas maravilhosas eu vi um belo e majestoso bonsai se não sabe o que é procura no google que ia até o teto. Boquiaberto devo ter ficado uns 5 minutos segundos olhando até que percebi que a vendedora estava lá me observando então só pra disfarçar a vergonha perguntei quanto tempo aproximadamente tinha o bonsai. Ela gentilmente riu e disse que não sabia quanto tempo mas que com certeza eram mais de 15 anos. Pelo que sei, bonsais precisam ser muito bem cuidados e 15 anos é realmente muito tempo. Não me contive e tive que parabenizá-la pelo cuidado não só com o bonsai, mas com a loja inteira que não era uma simples loja, era algo mais, muito mais distante e muito mais significativo. Concordei com Oto quando ele disse que queria ser rico pra levar boa parte da loja e a vendedora mexeu com minhas ideias com uma unica frase: "Quem disse que precisa ser rico pra levar alguma coisa?" de cara eu não entendi e respondi que hoje em dia tem que ser mesmo e ela só repetiu: "quem disse que precisa ser rico para levar alguma coisa?" foi aí que a minha ficha caiu e percebi que sem um tostão no bolso o que estava levando pra casa ia além do material, eram os valores e as experiencias vividas. O que vimos, ouvimos e sentimos supera qualquer foto e qualquer camisa comprada com o nome do lugar. E se pensarmos que vivemos em um mundo onde queremos pegar em tudo, levar tudo, comprar tudo, descartar e recolocar tudo, sair de uma loja em pleno lugar turístico com os valores renovados era algo indescritível. Meu desejo é que essa loja nunca feche as portas, que aquele bonsai continue a crescer e deixe muitas pessoas com cara de besta e que a vendedora repita a pergunta pra muita gente.
"Quem disse que precisa ser rico pra levar alguma coisa?"

sábado, 29 de março de 2014

Mais Um Dia...



Acordando...

Olho irritado e entorpecido para o relógio sem querer acordar. Decepcionado. 7:00 da manhã ainda. Queria que fossem 23:59. O dia já teria passado, os compromissos já teriam passado, o tédio já teria passado. E eu voltaria a dormir.Meu corpo e minha mente não entram em consenso, um quer continuar na cama e ou outro quer sair dela e vice-versa. A única coisa em comum entre ambos é o fato de estarem bastante afetados pelos últimos acontecimentos. Irritado pela indecisão deles eu deixo tudo no piloto automático e só volto a mim mesmo já no chuveiro com a água gelada descendo pelas minhas costas. Poderia ficar aqui o dia inteiro e só sair às 23:59. O dia teria passado, os compromissos... deixa pra lá. Não poderia fazer isso mesmo, as pessoas me procurariam e iam querer saber o que aconteceu comigo e iriam me processar e me repudiar por ter desperdiçado tanta água. Elas iriam me xingar eu iria xingar de volta elas iriam me odiar e eu as odiaria também, e pra acabar com tudo eu ia juntar uma grana, comprar uma metralhadora e...
E como um dedo que liga um botão de uma máquina qualquer, a água gelada liga meu cérebro.

Definitivamente acordado.

Penso em tudo que tenho que fazer no dia. Adoro e odeio esse exercício mental porquê sempre esqueço de algo, mas meu médico não está nem aí. Ele mandou e eu faço. Decido quais são importantes e quais não são. Obviamente, tomar café está no topo da lista e estudar em último. algo me diz que terei problemas quanto a essa ordem, mas por ora é isso. Percebo que tomei muito tempo fazendo isso e que a preguiça é uma grande responsável por isso. Na verdade, eu não quero fazer mais da metade das coisas que tenho pra fazer. Não sei mesmo de onde saiu tanta responsabilidade, eu devo ter uns 40 anos e ter muito dinheiro pra cuidar de tanta coisa em tão pouco tempo. ou pelo menos deveria ser assim. Quando estou a ponto de jogar tudo pro alto o meu café da manhã acende meu lado racional. Chega de drama e de devaneios, se tenho muita cosia pra fazer é porquê escolhi assim. Poderia ser muitas coisas, mas escolhi ser quem sou e é tempo de aceitar isso. Vivo num mundo triste e monótono, tudo que eu faço é para sair desse mar triste e medíocre. Mas pra isso primeiro tenho que sair de casa. Com um belo estralar de costas e um grito  que com certeza vai me render uma inflamação na garganta, arremesso a caneca vazia de café na parede e acrescento mais um item na minha lista mental: comprar uma caneca nova.   

-Cleyton Vidal

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

porquê assistir...

   Clube Dos Cinco





Se você é sensível a Spoilers (ou seja não gosta de saber de finais de filmes não leia!!!) e Recomendo  em alto nível não a canção principal que eu ouvi trocentas vezes enquanto escrevia esse texto.
Nerd, Criminoso, Atleta, Princesa. Estranha. Cinco adolescentes, cinco mundos, cinco estereótipos só faltou um preto mas acho que não tinha cotas. Um problema: todos na detenção. Juntos por 8 horas consecutivas em pleno sábado. Como diria o locutor da Sessão da Tarde "aprontando altas confusões". Porém é bem mais do que isso. É o momento em que cada um se confronta com o outro fora do seu mundo, esse outro que ignorava e era ignorado. Não eram seus amigos habituais das rodinhas escolares, todos estavam fora do seu elemento e nenhum deles queria estar ali. É fácil jogar na cara do outro os defeitos dele, especialmente quando ele se encontra dentro de um estereótipo, julgamos com nossas leis (nossas mesmo?) e condenamos quem não cabe dentro delas. O engraçado aqui é que o outro também vai nos julgar segundo as leis dele (dele mesmo?) e também vai nos condenar. A pena? Indiferença, é fingir que quem não está nos nossos padrões simplesmente não existe, ou tanto faz se existir, desde que esteja longe. Mas nesse filme não há espaço para se ignorarem, para fingirem que o outro não existe. À medida que eles  se enfrentam vamos os conhecendo e entendendo as motivações de cada um. E o porquê de estarem em detenção. Para entender quem é diferente da gente é preciso conhecer quem é diferente e vice versa. Olhar além do estereótipo, além do rótulo seja lá qual for da pessoa. Lembrar, inclusive lembrar que é com pessoas que lidamos e não com meros rótulos. É fácil usar o estereótipo para julgar e afastar as pessoas de quem não gostamos ou não entendemos isso se chama preconceito. Todos vão se aprofundando, se desconstruindo e descobrindo o que cada um tem em comum com o outro (enquanto aprontam altas confusões). Sim, eles têm coisas em comum e vão permitindo que todos participem dos seu mundos provando como é possível ter momentos em comum com pessoas incomuns. Num determinado momento participamos do que eu considero o melhor momento do filme. Alguns deles revelam o porquê estão numa detenção, alguns que, inclusive tem tudo para não estarem ali (o nerd e o atleta que o digam) e uma verdadeira catarse acontece quando todos eles confrontam a si mesmos chegando a se questionarem o porquê agem dentro dos seus estereótipos e uma reconstrução acontece agora. Digo participamos porquê é isso que o filme faz. Não tem introdução, nem pré nada. Eles entram na escola e são expostos ao problema. Nisso eu discordo do título. Deveria se chamar "Clube dos Seis. Eu me senti mais um detento, mais um que participou dos seus mundos e sentiu seus dramas à  medida que eles iam dividindo comigo. O final é simplesmente desafiador (alto nível de spoiler aqui!!!). Todos agora se questionam: E quando chegar segunda? vamos nos ignorar? seremos amigos? A genialidade da equipe que fez o filme não nos revela o que acontece na segunda. Mas nos mostra o que eles estão dispostos a fazer: Encarar o que for pra fazer valer essa nova amizade. Agora todos são novas pessoas, alguns perdem completamente os estereótipos, outros não, mas todos de alguma forma estão diferentes e marcados uns pelos outros.
 Muito mais poderia ser dito mas deixo as surpresas e os questionamentos pra vocês. 
até a próxima!!        

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Desafio


Engraçado a definição de desafio. Toda vez que ouço ou leio essa palavra me lembra algo que é muito difícil a ponto de ser algo que quase ninguém faz. Algo que quando alguém faz todo mundo fica maravilhado. Bom, o fato é que me pediram pra fazer algo que me fez repensar essa ideia. Algo que eu nunca fiz e nunca pensei em fazer em algum momento da vida. Quando me fizeram o pedido as primeiras coisas que pensei foram: "eu vou me quebrar todinho... nunca fiz isso, por quê eu?". Mas esse raciocínio logo foi substituído por "ah sei lá... é algo novo, porquê não tentar?" .Sem dar muito tempo para as duvidas se aninharem sobre minha cabeça soltei logo um "tá certo" e cá estou eu com uma nova empreitada e um novo conceito de desafio na cabeça: Tudo aquilo que nos faz sair da nossa zona de conforto para desempenhar tarefas que normalmente estão fora do cotidiano. Desafio é aquilo que te faz sacudir o juízo pra resolver aquela nova situação. Exige um modo de pensar diferente. Hoje mesmo passei vários momentos tentando criar uma forma de fazer o que me pediram. Desafios não são fáceis, é como eu disse, sair da zona de conforto é tenso pra caramba. É abandonar seu mundo para encarar algo novo. Tudo novo é um desafio, nova postura, nova linha de pensamento. E acima de tudo arriscar. Não sei se o que eu planejar vai dar certo mas preciso fazer de todo jeito, e preciso acreditar que a forma que eu escolher é a melhor forma de fazê-lo. "Mas como é isso?" você deve estar me perguntando agora. "É só se dedicar", te respondo, acho que o segredo tá aí, além de acreditar no que faz. Gabriel O Pensador canta: "faz, porquê você só vai saber se o final vai ser feliz depois que tudo acontecer"(incrivelmente essa musica tava tocando agora O.o) e acho que isso traduz o comportamento de quem aceita um desafio. Entrar de cabeça apostando suas fichas. Falar é fácil eu sei, mas são palavras de  que tô quebrando o juízo e me preparando psicologicamente para cumprir o que me pediram. Além de estar me borrando de medo. Sim, o medo está lá, não adianta querer esquecer dele porque ele vai sempre me lembrar que está lá pra atrapalhar sua vida e me dar uma bela dose de falta de confiança. Mas não é hora de desistir, o desafio foi aceito e não vou querer sai de homem sem palavra. Bom, vou ficar por aqui porque ainda estou em processo de desenvolver minha forma de cumprir esse desafio. Talvez eu torne público o resultado...

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

E com vocês...


                                     
   Félix e as eleições de 2014??

Para você que não acompanha novelas, nesse caso Amor a Vida da Rede Globo, o referido personagem (Félix) é o alvo das atenções populares midiáticas da semana. Sobretudo devido ao excelente trabalho do ator Mateus Solano, que tem agradado a maioria dos espectadores. Mais uma vez o “Vilão” da história se torna o grande protagonista. Vale ainda ressaltar que este posto seja compartilhado - na reta final – com a presença da personagem Aline, mulher de Cesar. Mas o que isso tudo tem com AS ELEIÇÕES DE 2014? E que de ficção não tem nada. Pelo contrario, são de brutal importância para as nossas vidas. Vêm-me a cabeça essa ligação quando analiso parte do imaginário que magicamente adentra as mentes dos telespectadores brasileiros, tal como Alice num mundo das maravilhas, nos embates com o seu gato de botas (Félix) e suas “traquinagens”. Hoje sem duvida Félix é o queridinho do público, e aparece como bonzinho e Herói, salvando o Pai, a mãe, o amigo, e a ele mesmo, conseguindo um amor, e quem sabe traz ainda o tal beijo gay na globo que todas as manchetes querem. Um salvador da Pátria. E ai esta o medo, a angustia. Talvez hoje passe despercebido para os fãs do Félix “Herói”, seu passado recente: Ele Jogou o Bebê recém nascido da irmã numa caçamba; Deixou a irmã no banheiro do bar após o parto; Desviou dinheiro do hospital (CORRUPÇÃO); encomendou o assassinato do sócio do pai para receber uma herança; dentre outros pequenos delitos. E agora ele é ovacionado como o queridinho e amado pelo povo. Isto soa tão preocupante num ano de Eleição quando as memorias devem está ativas e firmes, para que os VERDADEIROS FÉLIXS não passem inumes aos seus erros e condutas. Os políticos brasileiros não são de ficção, e é isso que o povo precisa saber. Esse ano muitos aparecerá como lendários defensores, protetores até mesmo “com a simplicidade do vendedor de hotDog diferente” para conseguir os votos daqueles que se deixa iludir, numa tentativa frustrada de brincar de novela, de final feliz. Que sejamos fortes e atentos, que as eleições sejam bem pensadas e que verdadeiramente acordemos como gigantes, diante da ilusão que nos perturba e destrói sonhos simples, como saúde, educação, moradia, segurança e cultura de qualidade. A vida real precisa de muita responsabilidade coletiva e individual para que “finais felizes” sejam mais cotidianos e personagens não nos preocupe tanto.



Fernando Souza – Historiador e ator.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Amanhecer


Agora são 06:16 da matina. Não consegui pregar os olhos por mais de 10 min. O famoso "virote". Faz tempo desde o ultimo caso. Nem lembro mais. Mas lembro como é chato ficar dando voltas na cama em busca do sono perdido. Quase sempre acordo revoltado pela noite perdida e com a sensação de cansaço o dia todo. Mas hoje algo ocorreu. Havia chovido pouco à noite e o sol estava saindo às 5 e 30. O mau humor  ainda não havia se instalado em mim então resolvi aproveitar e sentir um pouco do sol com a minha câmera. "Lá vai o babaca de manhã cedo com a câmera na mão" pensei. Estava sem fazer nada então achei que não seria nada mal em fazer umas imagens. Meu medo era que o vigia ainda não tivesse prendido os cães e eu tivesse uma péssima surpresa, mas, abri a porta e encarei a frente de casa. A brisa um pouco fria tomava o ar mas logo o calor característico já tomava meu corpo. Ignorei a sensação e logo estava procurando algo que valia a pena registrar. logo estava eu, fazendo fotos de mato e achando o máximo a minha câmera nova. Só queria algo mais, algo que me chamasse a atenção. "vamos lá Deus" pensei."me surpreenda". Certo de que Deus tinha mais o que fazer do que dar ouvidos para um mané lesado qualquer continuei a focar meu olhar coisas que ia achando legais e registrando. O tempo inteiro tava com medo dos cachorros aparecerem e eu ter que entrar correndo em casa. Aos poucos fui me desafiando e dando passos à frente e as coisas foram melhorando. quando dei por mim estava uns 10 metros de casa e vendo maravilhas e registrando tudo. É incrível o que você encontra na frente da sua casa quando você para pra observar. A chuva deixou algumas plantas com cara de viva. A maioria estava bem verde ( ou será que eram verdes e eu nunca notei isso?) e praticamente fazendo pose para minha câmera. Então olhei para um ponto para o qual nunca tinha andado depois que fizeram o mercado. Um ponto que eu ainda não tinha caminhado. O lugar tinha se tornado um deserto qualquer sem função e se encontrava do lado da minha casa e lá fui eu cagando de medo dos malditos cachorros que já tinha latido várias vezes na minha mente. quando olhei ao redor quase que podia ouvir Deus rindo da minha cara: "surpreendente o suficiente pra você?". Quase que um show de cores estava na minha frente de forma ao mesmo tempo simples e impactante. O sol forte iluminava as plantas com várias gotas que resistiam a gravidade me fazendo ter vários devaneios que, se colocasse aqui daria uns 40 postagens então deixa pra lá. Fui com minha câmera mais babaca do que nunca e comecei a registrar os detalhes daquele pequeno espetáculo e pensando que ninguém, ninguém a não ser eu estava ali naquela estava tendo essa oportunidade que nunca voltaria a acontecer porquê cada amanhecer é um único amanhecer como o próprio momento. Quando passa é um adeus. Agora são 06:43 e meus olhos agora reclamam a noite perdida. Mal eles sabem que temos um longo dia pela frente e vão demorar muito a se fechar adequadamente. Se fosse pra deixar uma lição de moral aqui para não fazer meu texto parecer um devaneio seria: aproveite seus momentos, eles passam. só isso. até a próxima. Mas de coração espero não ter mais insônias. É horrível. Outro dia escreverei sobre.Agora vou jogar e ouvir Rock pra ver se desperto.
-Cleyton Vidal

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Um papinho sobre...



Tem muita gente por aí que acha que recomeçar é perda de tempo e é regressão. Mas que besteira, claro que recomeçar é bom! Faz bem apertar o reset de vez em quando. Não é regredir, regredir é recuar, é andar pra traz. Recomeçar é criar algo novo em cima do velho. É sacrificante sim e dói pra caramba, até por que precisa dar adeus ao que já está construído pra arriscar algo diferente (ou refazer tudo igual). Mas o barato mesmo de recomeçar é valorizar o básico e saber que sem ele não há complexo. Pensar e pesar com calma o que queremos mudar e o que iremos manter. Quando recomeçamos algo nos lembramos daquela empolgação que sentimos enquanto vamos recriando e remoldando tudo. Enfim, sempre que necessário, é bom recomeçar. Reativa a vida e faz um bem danado. Vai por mim, é legal.

- Cleyton Vidal

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Feliz Dia Do Escritor!!!!


o processo criativo é interessante. vc vê algo, esse algo aparentemente simples que vc precisa não apenas dar sentido, mas fazer com que ele faça sentido pros outros senão vc vai ser taxado de doido. aê vc vai ter que fazer td mundo curtir esse sentido novo. aê vc olha. ta uma merda. td de novo. ta uma merda. td de novo. melhorando, quase lá. ajusta, ajusta, ajusta.... ta uma merda.
-cleyton vidal

sábado, 29 de junho de 2013

Palavras apenas


Outro dia li um texto sobre palavras, ontem li um texto sobre palavras, lembrei de uma música de Vanessa da Mata que fala das palavras. Percebi que não há nada mais importante que palavras. As palavras ditas nas horas certas, podem mudar uma vida, podem mudar para o bem ou para o mal. Isso pode ser uma coisa óbvia, no entanto, não paramos pra pensar em como empregamos as palavras que dizemos. Quando bem dita, uma frase composta pelas palavras "eu gosto de tu", pode mudar uma história de duas pessoas que se gostam profundamente, mas tem medo de assumir. Uma palavra como "sim" na hora do casamento, pode reafirmar o amor de duas pessoas, um "sim" pode ajudar uma pessoa, mas isso se colocado de forma pura e verdadeira. Uma palavra como "não" pode derrotar uma vida, mas também pode livrar uma pessoa de alguma coisa errada. Quando uma mãe diz "não", nem sempre ela está negando sem razão, muitas vezes há uma relação muito mais forte quando essa palavra é dita.
Mas, eu gostaria mesmo de tratar das palavras que são ditas sem pensar, e que causam um estrago muito maior do que podemos imaginar. É importante parar pra pensar antes de simplesmente soltá-las por aí, é importante pensar em como determinada pessoa vai receber o que foi dito e em como isso será determinante em uma vida. Essa palavra mal dita pode acabar com um sonho, diminuir com um sentimento ou até acabar com tal sentimento.
Uma palavra bem dita, bem escrita, pode fazer um bem enorme, mas a palavra mal dita, traz consequências muito maiores.
Quando se diz sem pensar ou no momento de raiva, você ofende, humilha e nunca se importa com o que disse, nunca mede o que diz e sempre tem a sensação de que nunca fez o mal, no entanto, a pessoa que recebe essas palavras, sempre ficam com elas sendo repetidas a todo momento na cabeça, remoendo e guardando para si.
Seria bom se pensássemos antes de ofender e empregar mal, uma coisa bela e de suma importância que é a palavra.
Para finalizar, usarei uma frase apenas da música de Vanessa da Mata, que se chama "As Palavras", é uma frase que resume todo o meu intuito nesse texto: "Tome conta do que vai dizer."

-Bruna

domingo, 23 de junho de 2013

Por que ler (assistir)...


                                                                                         

Life Of Pi

Faz tempo que uma história tão fantástica me faz sentir o que sinto nesse momento. E o que acabo de ver claro, não chega nem perto da dimensão do que é o livro, mas é uma história sobre: no que você acredita? Até que ponto a realidade é tão boa? Quem é Deus? Porque vivemos? Além de falar de sobrevivência. Relaxe. Não vou ficar discorrendo sobre tudo isso primeiro porque levaria três dias e sou muito preguiçoso, segundo por que meus olhos estão marejados e é horrível escrever chorando. Sim, Senhoras e senhores, estou chorando por causa de um filme (lágrimas másculas como diria Mateus). Podem rir a vontade se assim quiserem, eu mesmo estarei rindo quando reler este texto. Mas sem melodramas, estou falando da “Vida de Pi”. Já havia apreciado o livro e como disse, é infinitamente melhor que o filme. Mas assistindo tive a sensação de estar mergulhado no livro outra vez e em toda a mensagem que ele traz. Religião, determinação, nossos conflitos interiores, etc e etc... E a escolha de como enxergar o mundo que nos rodeia. Onde alguns só veem tragédia, outros veem a felicidade, outros mais, aprendizado... não é sobre nos iludir porquê o que acontece conosco é imutável, mas é o que fazemos com tudo isso. E como passamos essas histórias adiante. Bem, é isso, como falei é horrível escrever chorando. Só posso recomendar ambos, o livro e o filme. Ah, e “nunca perca a esperança”.

sábado, 22 de junho de 2013

Conhecimento

                                   



"numa guerra conhecimento é metade da vitória"
Não sei onde li ou escutei isso. Mas concordo. Mas não quero falar de guerra nem de nada parecido, mas da importância de conhecer o mundo a nossa volta. Somos cercados de pessoas que dominam diversos assuntos e muitas vezes deixamos que o que eles digam seja verdade absoluta. acredito que seja a partir disso que se formam as "massas de manipulação" ou seja, pessoas sem ideia própria que reproduzem discursos alheios.

Conhecimento creio eu, é fruto de uma busca pessoal, seja orientada ou não, se você continua sendo a mesma pessoa e não muda em nenhum sentido, tudo isso não será mais do que um vazio.

Também acredito que o conhecimento deve influenciar. Influenciar, não ditar. Não há nada pior do que alguém que tenta impor ideias como sendo verdades absolutas e todo o resto tá errado. influenciar é fazer com que as pessoas ao nosso redor além de perceberem nossa mudança também buscarão entender essa nossa mudança e assim criaremos mais pessoas que pesquisarão, que lerão e que questionarão. Falando em questionar, há uma diferença entre essa palavrinha e duvidar. Questionar é parte desse processo, questionar inclusive a nós mesmos, se estamos melhores que antes ou piores, ou os mesmos. se não houver questionamento tudo que acreditamos se tornará absoluto aê voltamos ao problema do absoluto e da falta de mudança.

Acho que o conhecimento é mutável sempre. Não há certos nem errados, mas argumentos que geram argumentos, que geram pessoas dispostas a questionar esses argumentos, que gera novos argumentos...


-Cleyton Vidal

quinta-feira, 20 de junho de 2013

20/06/2013



Dia 20 de junho de 2013. Esse dia com certeza ficará na memória de muitos feirenses e de muitos “enses”, “anos”, “xabas”... pois esse foi um dos dias – digo um dos porquê com certeza não será o único – em que esquecemos quem somos. Skatistas, pagodeiros, corintianos, evangélicos, anarquistas, garis e vários outros elementos de diferentes setores e grupos da sociedade. Mas é o dia em que nos lembramos de uma ideia. Uma única ideia, que movimentou muitas outras ideias. E essa ideia estava em um único chamado: VEM PRA RUA!! Essa ideia uniu, vou dizer de novo e com Caps Lock: UNIU grupos tão divergentes e que normalmente vemos se estranharem e se olharem estranhos simplesmente por que era um chamado para todos nós. Para nos lembrar de que somos todos brasileiros e quando a merda acontece, ela acontece para todos nós. Todos sofremos com a corrupção, com as mazelas da saúde e educação que estamos acostumados a ver.

Estamos escrevendo história agora e modificando nosso futuro. O legado de tantos grupos que lutaram pela liberdade faz-se presente na luta pela justiça. Não vamos parar agora, a luta acabou de começar, o gigante acabou de acordar e a nossa história, a história da nossa geração, começou a ser escrita, escrita com luta, orgulho, grito e união.

Claro que pra escrever essa história, não está sendo fácil, muita coisa tivemos que enfrentar tentativa de intimidação, bandeiras partidárias querendo se aproveitar do momento, mas, quando pensamos que um futuro está em jogo e que tudo depende de nós, essas coisas ficam pequenas e nós estamos lá, a serviço da mudança e da luta.

O dia foi gratificante para os tantos feirenses que estiveram nas ruas, construindo e escrevendo um futuro maior e melhor. É lindo ver que nós fazemos parte dessa construção e que nós estamos provando que somos o futuro.

Mas como nem tudo são flores, devemos dizer que o movimento nos decepcionou muito em alguns pontos. Claro, como já foi dito, que a mobilização foi excelente. Não nos lembramos de já ter visto tanta gente mobilizada assim aqui em Feira e isso foi ótimo. No entanto, devemos confessar que depois de refletir um pouco percebemos que a mobilização falhou em seu objetivo básico: para quem protestamos? A câmara estava fechada, assim como a prefeitura e a estação de transbordo.

Outra coisa foi o fato do tão falado trio elétrico, para não criar uma discussão enorme em torno disso resumiremos a uma frase: não concordamos. E para sermos sinceros nem ouvimos o que estava sendo dito mesmo, acabou que para nós não fez a mínima diferença.

No fim demos um rolê, gritamos, cantamos o hino umas duas ou três vezes e voltamos para casa, uns se sentindo satisfeitos com isso, outros pensando “o que foi isso?”.

E para evitar qualquer mal-entendido, dizemos mais uma vez: a manifestação teve sim seu valor, mobilizou o povo feirense, mostrou que tem gente disposta a lutar. Só que nas próximas vezes precisa ter mais organização, menos partidarismo e principalmente precisa que o povo tome a voz do movimento também. #ficaadica

Feira de Santana, Brasil, obrigado por me fazer sentir orgulho da minha terra.

-Blog Papel, Caneta e Dois Dedos de Refri

sábado, 15 de junho de 2013

O tempo



Tempo.

Relativo é a palavra que melhor se encaixa para essa definição, mas não estou falando da relatividade segundo Einstein ou qualquer outro físico ou teórico, estou falando da percepção de cada um em relação ao tempo. Em diversas situações o tempo pode significar tudo ou nada.

Às vezes nem percebemos o valor do tempo, nos deixamos levar por ele e quando nos damos conta muito tempo se passou sem que nada fosse construído, sem que nada mudasse. Às vezes prestamos tanta atenção ao tempo que ficamos presos, como se ele estivesse mais lento, ou mesmo parado e mais uma vez nada é feito.

Muitas vezes um minuto, um mísero minuto, vale por toda uma vida e tem o poder para gerar uma grande mudança. Em contrapartida, muitas vezes uma vida não dura nem um minuto, quem sabe menos...

Cada minuto que passa faz parte de nossas vidas, o que fazemos com esse minuto que passou define quem seremos no próximo. Algumas pessoas criam, outras pensam, outras se lamentam. Algumas pessoas e situações são lembradas, outras esquecidas. O fluxo do tempo segue apenas em frente e como já dizia Cazuza: “o tempo não para”. E não para mesmo. Por isso continuo em frente, tentando aproveitar cada minuto do meu tempo, até por que se o tempo não para, por que eu pararia?

sábado, 8 de junho de 2013

Um pouquinho de devaneio... tema de hoje: Deus




Eu acho que Deus não existe. Acho mesmo. Eu sei que eu existo! Eu me vejo, eu me toco, eu me sinto. Estou preso na minha existência. E antes que você faça a analogia do vento já te digo, se você pegar uma garrafa e fechar a tampa você vai perceber que há algo naquela garrafa fazendo pressão. É o ar. Considerando que o vento é o ar em movimento podemos dizer que prendemos o vento. Mas voltemos a primeira frase: Deus não existe. Eu existo, o vento existe, mas Deus não. Nós estamos presos dentro de nossas formas dentro dos limites da existência, estamos presos na nossa imperfeição e somos limitados por isso. Deus não. Ele não precisa existir nem se fazer provar pra ninguém ele está no seu coração, no meu também, ele está no nosso respirar, num sorriso de criança, numa musica muito bem executada, numa expressão de felicidade, em um reencontro, em cada pessoa que já teve a vida salva por um milagre. Deus é onipresente, se ele existisse, como ele seria onipresente? Mas eu sinto Deus. Ele fala comigo ele me faz confortável quando o problema aperta a mente, ele me inspira a levantar e encarar mais um dia. Enfim, acho que Deus não existe. Deus é Deus.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Por que assistir...


Batman - The Dark Knight Rises


Por que é o final de uma trilogia épica sobre um dos mais controversos e sombrios heróis dos quadrinhos, por que Christofer Nolan é muito bom, porque Christian bale é muito bom e por que eu sou fã de Batman!!

Mas também por que é um filme que fala de limites. Fala que você precisa conhecer seus limites. E nunca, nunca ir além, caso contrário você vai conhecer a dor. E o resultado disso é uma queda num poço tão fundo que você mal verá a luz. Mas caso aconteça, o que fazer? Se deixar morrer ou redescobrir seus limites? Se a escolha fosse a primeira, com pelo menos 1h o filme acabaria com um final triste e uma lição de moral: nunca ultrapasse seus limites. Mas a genialidade de Nolan vai além e nos mostra o que fazer e como fazer. Tentar, tentar e tentar. É tudo que você precisa fazer. Não deu certo? Tenta de novo, está errado? Conserta e tenta de novo. Fortaleça-se, aprenda, faça. Nesse filme o homem é reduzido a zero e precisa reaprender desde atos simples como andar até a lutar e, literalmente, sair do fundo do poço. a cada aprendizado e tentativa novos limites são encontrados e superados mas havia algo que sempre dava errado, algo que impedia de ter a sonhada liberdade. Por incrível que pareça era o mesmo instrumento que o impedia de cair para a morte o maior limite precisava ser superado. Mas não é apenas da corda que estou falando. É da mente. Para superar seus limites você precisa conhecê-lo, e se conhecer também, para arriscar tudo você precisa saber o que vai perder e também o que vai ganhar. E continuar subindo. Mas não apenas subir e subir. É almejar, é querer, é saber seu objetivo. Conheça seus limites e supere-os. Mas não para provar algo para alguém, é para crescer e se fortalecer.

terça-feira, 28 de maio de 2013

A poesia



Quem disse que a poesia tem que ser um texto pronto, estruturado? Mas a poesia também é um texto. A poesia está no que sentimos, e no que não sentimos. Está no batimento cardíaco, no nosso respirar. No nosso olhar, no nosso pensar. No nosso dançar, no nosso declamar...
Poesia é um pedido de casamento, um pedido de divórcio. Poesia é admirar o belo, é se refugiar no feio. É vida, é morte, é amor, é ódio, é alegria, é tristeza, é sim e não, afirmação e negação, razão e sentimento, concretude e pensamento. É com rima, é sem rima, é corpo, é espírito, é homem, é mulher.

Poesia é desespero, é abandono, é sarjeta, é boemia.
Poesia é alegria, é encontro, é fineza, é harmonia.
Poesia é denuncia, é sólido, é frio, é podridão.
Poesia é clareza, é alma, é sorriso, é paixão

Poesia está no asfalto, no telefone, na TV, na caneca, na unha, na toalha, no giz, na panela, no cadeado.
Poesia é nada, poesia é tudo! A poesia está na sua mão. Basta você fechá-la. Ou abrí-la.


-Cleyton Vidal e Mateus Soares