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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

E com vocês...


                                     
   Félix e as eleições de 2014??

Para você que não acompanha novelas, nesse caso Amor a Vida da Rede Globo, o referido personagem (Félix) é o alvo das atenções populares midiáticas da semana. Sobretudo devido ao excelente trabalho do ator Mateus Solano, que tem agradado a maioria dos espectadores. Mais uma vez o “Vilão” da história se torna o grande protagonista. Vale ainda ressaltar que este posto seja compartilhado - na reta final – com a presença da personagem Aline, mulher de Cesar. Mas o que isso tudo tem com AS ELEIÇÕES DE 2014? E que de ficção não tem nada. Pelo contrario, são de brutal importância para as nossas vidas. Vêm-me a cabeça essa ligação quando analiso parte do imaginário que magicamente adentra as mentes dos telespectadores brasileiros, tal como Alice num mundo das maravilhas, nos embates com o seu gato de botas (Félix) e suas “traquinagens”. Hoje sem duvida Félix é o queridinho do público, e aparece como bonzinho e Herói, salvando o Pai, a mãe, o amigo, e a ele mesmo, conseguindo um amor, e quem sabe traz ainda o tal beijo gay na globo que todas as manchetes querem. Um salvador da Pátria. E ai esta o medo, a angustia. Talvez hoje passe despercebido para os fãs do Félix “Herói”, seu passado recente: Ele Jogou o Bebê recém nascido da irmã numa caçamba; Deixou a irmã no banheiro do bar após o parto; Desviou dinheiro do hospital (CORRUPÇÃO); encomendou o assassinato do sócio do pai para receber uma herança; dentre outros pequenos delitos. E agora ele é ovacionado como o queridinho e amado pelo povo. Isto soa tão preocupante num ano de Eleição quando as memorias devem está ativas e firmes, para que os VERDADEIROS FÉLIXS não passem inumes aos seus erros e condutas. Os políticos brasileiros não são de ficção, e é isso que o povo precisa saber. Esse ano muitos aparecerá como lendários defensores, protetores até mesmo “com a simplicidade do vendedor de hotDog diferente” para conseguir os votos daqueles que se deixa iludir, numa tentativa frustrada de brincar de novela, de final feliz. Que sejamos fortes e atentos, que as eleições sejam bem pensadas e que verdadeiramente acordemos como gigantes, diante da ilusão que nos perturba e destrói sonhos simples, como saúde, educação, moradia, segurança e cultura de qualidade. A vida real precisa de muita responsabilidade coletiva e individual para que “finais felizes” sejam mais cotidianos e personagens não nos preocupe tanto.



Fernando Souza – Historiador e ator.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Um dia desses, numa sala qualquer...



Aqui estou sentado em mais uma aula chata e me pego observando meus companheiros de sala.

O poeta na minha frente quebrava a cabeça criando novos versos, a menina logo atrás de mim olhava com apatia para o professor enquanto este falava sobre um romance qualquer. O cara de nerd do meu lado revezava entre cochilos rápidos e jogos de celular, as três meninas da frente não paravam de anotar tudo que o professor botava no slide enquanto a moça atrás delas esperava uma brecha para tecer comentário para demonstrar sua inteligência.

E eu aqui, sem interesse nenhum no que estava sendo dito e só curtindo minhas aventuras imaginárias no meu mundo imaginário com leves momentos de sobriedade para observar o mundo ao meu redor: o cara de nerd saiu, a apática saiu, o professor ainda falava, as meninas ainda anotavam. Aqui não há nenhuma reflexão, nem uma lição de moral. Só uma viagem mental durante uma aula chata. Ah! O poeta ainda escrevia e escrevia...

-Cleyton Vidal

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Versos...

Quando você recebe algo, por mais banal que seja para os outros, pra você é como receber o mapa do tesouro, ou isso vai muito além, é como receber o próprio tesouro. Hoje eu recebi versos. Recebi tesouro. No entanto, recebê-los vai além desse sentido. Eu recebi de você. E você, mexe com todos meus sentidos. Cá estou eu, desfazendo minhas promessas, desfazendo as palavras ditas no meio daquela última briga, daquele último adeus. As palavras tem poder. Os versos tem poder. Poder de mudar o sentimento adormecido, a palavra dita e a promessa feita. Talvez você nem saiba disso ou nem tenha me dado eles com tal intenção. Mas, alguma coisa mudou, não o meu sentimento, que é imutável, mas as infinitas possibilidades que eu tinha pra seguir. Aquele. Aquele é meu poeta favorito. Seus versos, são como sua voz. Sua voz no mais doce e belo sussurro. Eu sempre imaginei nossa vida assim. Na mais completa poesia. A poesia dentro da nossa história. Eu queria que o meu poeta contasse a nossa história. Eu queria que ainda existisse uma história.


- Bruna.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Não são apenas caramelos.



Ela estava com a boca cheia de caramelos, nas mãos, tinha um saco de papel que também estava cheio de caramelos. Mal acabava um e ela já colocava outro na boca, assim fazia disso um ritual. Sem sombra de dúvidas, ela amava caramelos. Mas, eu daria uma fábrica deles pra saber o que mais ela amava.
Talvez amasse os bichos, talvez algum namoradinho da escola (também não sei se essa amante de caramelos ia à escola), talvez ame livros e homens. Eu queria que ela amasse apenas caramelos, não sei porque queria isso, mas vontade é vontade.
Abaixo a cabeça por um segunde e quando olho novamente ela está triste, olho para a boca parada e suas mãos vazias, logo descubro que eles acabaram. Não ela e o namoradinho, mas os caramelos.
Ela remexe o saco de papel, talvez na esperança que ache mais, no entanto ela não acha, sua cara triste só aumenta.
Eu daria uma fábrica de caramelos para vê-la sorrir e retomar seu ritual.

-Bruna.